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20 de maio de 2014

Preconceito com relação aos doentes mentais

        Se você fala que vai a uma psiquiatra, as pessoas dão 2 passos atrás.

        Uma vez uma amiga tentou suicídio. A irmã dela gritava em altos brados que depressão é coisa de quem não tem o que fazer, que ela trabalhava muito e não tinha tempo para estas frescuras.
     
        Tive vontade de responder, mas estava mais preocupada com minha amiga, ignorei, mas falei altos palavrões internamente, sabia que um dia teria a oportunidade de responder.
     
        Não precisei, esta pessoa entrou em uma depressão tão profunda que precisou ficar internada por 1 mês. Não tive pena. Minha resposta estava dada.

        Mas eu já tive preconceito contra os esquizofrênicos, por desinformação e por conviver com um que não se trata corretamente e a família também não ajuda. Até conhecer o blog:

     MEMÓRIAS DE UM ESQUIZOFRÊNICO

        Particularmente este post (clique aqui)
     
        O preconceito muitas vezes é falta de informação, mas muitas vezes vem de experiências traumatizantes. Seja o que for, informação, para mim,  cura tudo.




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18 de maio de 2014

Acho que estou saindo da minha fase de reclusão


Estou saindo da fase de não conseguir sair de casa. É tão bom. Minha medicação continua a mesma 900mg de Lítio e 75mg de Venlafaxina (a Venlafaxina abaixou um pouco), mas tenho melhorado.
A perícia médica exigiu relatório de psicóloga, então tive que ir. Mas só fui 2 vezes. A meditação que continua firme e forte. É incrível como a Meditação Sahaja faz diferença em minha vida.
Meu anjo (médico) disse que acreditava que eu estava passando por uma fase sabática, que eu precisava ficar só e me fortalecer, cuidar de mim. Algumas pessoas demoram mais a conseguir  recuperar-se. Esta vez demorei como uma tartaruga. Mas continuei em frente. Novamente meu anjo estava certo, estou melhorando sem mudar medicação e nada mais.  Só uns 4 meses semi reclusa.
Início deste mês consegui ir a um almoço de aniversário familiar. Ontem consegui sair de casa e ir dormir na casa de minha irmã. Ri muito, conversei muito, tomei banho de banheira fazendo bagunça como criança. Hoje participei da festa de aniversário desta irmã. No comecinho da manhã até entrei na piscina, coisa que não faço a 8 anos. Minha pele assustou-se, minhas coxas e barriga então!!! Elas não sabiam de onde vinha tanta luz, até assustaram.  Fiquei até com marquinha.
Fiz inúmeros exames: sangue, desintometria óssea, ecos mil... e blá, blá blá. Amanhã farei endoscopia. A única coisa que deu foi carência extrema de vitamina D. Então vamos ao Sol e a doses cavalares e, semanais de vitamina D por 2 meses e depois repete tudo de novo.
E as dores insuportáveis no corpo são da Fibromialgia mesmo. Ô saco, mas um remédio. Mirtax , específico para a fibromialgia. Vamos ver no que dá.


Pelo menos já consigo ver gente, mas não consigo, ainda,  atender à ligações. Um passo de cada vez.







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1 de abril de 2014

Família de depressivo,

Solidão em família


Esta semana saiu no Fantástico uma reportagem do Chico Anísio e quem teve a ideia da reportagem e fala durante o programa é meu ex-médico Dr. Antônio Geraldo. Não trato a muito tempo com ele pois encontrei um anjo para cuidar de mim.

Reportagem até interessante, superficial demais como sempre, mas boa. Mostrar famosos produtivos, vítimas desta doença pode fazer diminuir o preconceito. Mas o problema maior é a desinformação, a falta de cultura (ignorância) sobre o assunto. Mas isto eu já desisti.

Enfim, enviei o vídeo para meus familiares próximos pedindo para quem não viu a reportagem assistir, com uma pequena explicação da importância do que o Chico Anísio falou.

Ninguém respondeu. Minha família vive conectada, com celular na mão, até minha mãe. Eles tem esta reação. Se a palavra Depressão e meu nome estiverem no meio do assunto eles se fazem de cegos, mudos e surdos. Não entendo. Nunca tive ajuda deles. Todos são instruídos, educadores, tem psicóloga e blá blá blá...

Ninguém me pergunta como estou, acho que com medo da rsposta, medo de ter que ajudar ou de me ouvir lamentar. Eu não faço isto. Fiz no passado.

Quando fiquei 20 dias, isolada em casa ano passado, só meu pai me ligou e uma sobrinha mandava SMS.

Meu filho é filho único, antes tinha pena dele porque no futuro não teria a quem recorrer. Mas tenha irmãs e sempre estou só, me virando sozinha ou alguma amiga me socorre.



Mas se for outra doença, todos ligam, me levam ao médico. Vai interder. Queria uma explicação para isto. 

Socorro, não se pode ver a minha dor mas por dentro estou doente e quebrada. Sinto dores agudas na alma. Meu corpo reflete esta dor em forma de fibromialgia. Se depressão causasse feridas na pele as pessoas agiriam diferente? Não precisam me ajudar, tenho meu anjo (psiquiatra), só quero respeito e compreensão ou me deixe em paz no meu casulo até eu resolver sair novamente. Não atrapalho ninguém, só a mim mesma.

Eis o vídeo:






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23 de fevereiro de 2014

Ando precisando de uma euforiazinha.



Ando tão letárgica. Estou até de atestado médico, porque no trabalho eu não estava produzindo, não estava conseguindo nem ficar de pé. Que agonia.

Estou apenas vivendo, acordo cedo para tomar café com meu filho, depois sinto o dia passar e eu não conseguir fazer nada. Só vejo o dia passar mesmo. Não me arrumo, não faço comida, não saio.

Estou precisando de entrar em euforia, nem que seja uns dias apenas, uma semana. Pra ver se consigo fazer algo da minha vida. Detesto ser improdutiva.

Estou até com vontade de para a medicação para ver se entro em euforia. Mas não vou fazer isto porque tenho medo de piorar a letargia. Imagina?

Ô doença triste, Só quem tem sabe.

Quero conseguir sair de casa, arrumar meu guarda roupa. Arrumar cabelo. Faz meses que não vou a manicure, salão, estas coisas de mulher, por pura falta de energia. Porque querer eu quero muito.

O que ainda me segura é a Yoga. Se não fosse a meditação eu estaria só na cama deitada. Ai, preciso de ajuda, este mês já fui no meu anjo, dia 14 irei novamente.

Estou tomando 112,5mg de Venlafaxina e 900mg de Lítio

Bula Venlafaxina (clique aqui)


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2 de fevereiro de 2014

Ando tão sem energia e cheia de dores


Nossa, estou tão sem energia. Acordo até animada, começo a fazer as coisas que me propus. Mas aí, do nada, parece que minha bateria descarrega, as dores começam. Não tenho vontade de mais nada. Sinto dores pelo corpo todo (fibromialgia). Não tenho vontade de sair de casa.

Início da noite me animo novamente, mas só um pouco. Consigo fazer o que é preciso, mas na marra, porque dói do pescoço ao pé. E já fiz todos os exames possíveis e "não tenho nada". Fiz tanto exame, 27 ampolinhas de sangue.

Meu quarto e minha cama são tão lindos e gostosos, não quero sair deles. Levantar, sentar, movimentar meus braços dói, e tenho que fingir que não sinto perto dos outros para não ser a resmungona.

Fui ao meu anjo, ele falou que pela primeira vez não tem certeza do que fazer comigo.

Estou de férias, terminei a reforma de minha casa, coisa que a muito tempo sonhava, estou feliz por isto. Não tenho motivos para estar assim, e estou com a medicação que me dei bem e que nunca parei de tomar.

Segunda começo a trabalhar novamente, com os mesmos sintomas de quando entrei de férias. Como conseguirei vencer este ano no trabalho????

Estou preocupada...




21 de dezembro de 2013

O cachorro preto de nome depressão

Apesar de correr o risco de alguns "com pouca inteligência" começarem a satanizar os cachorros pretos , vou postar este vídeo que faz uma comparação entre a depressão e um cachorro preto.

Esta comparação é antiga, a séculos ela existe. Achei muito interessante, até postei no face para ver se minha família assiste.

Esta época de Natal e passagem de ano, em que sou "obrigada" a aturar a reunião familiar, as vezes caio. Me sinto pressionada, encurralada, julgada. Quero ficar em casa, descansar, dormir e não posso.

Sou professora de crianças, escola inclusiva, tem sempre alunos especiais na minha sala. Final de ano estou esgotada. Aí começa, relatórios individuais dos alunos, pais que nunca foram a escola resolvem ir cobrar e se fazer ver,  Novena de Natal, comércio insuportável, movimentação em demasia, assaltos... e ainda acabei uma reforma enorme em minha casa.

Estou cansada, os pensamentos repetitivos voltaram a minha mente, enfim, o cachorro preto está grande e ao meu lado.


21 de outubro de 2013

Amigas bipolares



Sorte de uma bipolar ter como amiga uma bipolar.

Minha melhor amiga é bipolar e a tendência dela é mais a depressão e a minha mais a euforia. Nós nos  ajudamos, é como uma cega guiando uma aleijada, nos completamos, nos entendemos.

Saímos, tentamos fazer a outra reagir, nos falamos por mensagem, porque ela dorme muito e em horários diferentes do meu. Então deixamos mensagens uma para outra, quando acordamos e queremos responder, respondemos. Se a outra não responder, também entendemos; se a outra quer ficar debaixo do edredom, entendemos; se a outra deu o bolo, entendemos...

Falar por telefone, nunca, ela não gosta. Cada uma tem algo que não suporta e a outra respeita. Brincamos:

_ Parece coisa de bipolar!

Tem coisas que só meu médico e ela entendem, ou outro bipolar. Mas não fazemos mal uma a outra, tentamos achar meios de melhorar sempre. Entramos na Sahaja Yoga juntas e praticamos a meditação juntas. Não ficamos grudadas o tempo todo porque ambas amam a privacidade, o silêncio e o isolamento ás vezes.

Um bipolar precisa de alguém que o compreenda, e isto é raro. Eu tenho a sorte de ter esta amiga.