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8 de março de 2022

Estou tão triste

 


Eu estou tão mal, mas tão mal... não consigo parar de chorar, sem motivos, sento e choro. Não tenho ninguém para conversar. Tem meu filho, mas não vou ficar chorando perto dele, ele me ajuda tanto, é tão bom para mim, uma presença tão leve.

Não tenho vontade de fazer nada, estava ficando dias sem nem ir para o portão da minha casa. Aí apareceu um cachorro pequeno e bem velho, entrou pela grade e ficou. Tão lascadinho, mancando, dolorido...

Resumindo, estou cuidando dele, com certeza foi abandonado. Procurei seus donos por tudo que é lugar físico e na internet. Pedi tanto a Deus para me ajudar a movimentar, sair desta letargia, aí aparece o Joey na minha vida.

Ele é um pinscher, educadinho e territorial. Não pude colocar dentro de casa por causa dos meus gatos. Comprei uma casinha, ele fica dentro da garagem. Mal desembalei a casinha e ele entrou e já rosnou para eu não mexer nela. Kkk

Mas graças a ele saio de casa 2 vezes ao dia para passear com ele. São caminhadas bem pequenas. Se eu andar muito, ele começa a mancar e tenho que voltar com ele no colo. Meu velhinho deve ter artrite. Ele é bem amoroso, vou cuidar dele e nunca o abandonarei.

Meu filho sai para trabalhar e eu choro o dia inteiro. Meus bichos ficam envolta de mim tentando me consolar, é lindo.

Antes de ontem a gatinha da rua que eu cuidava morreu na minha frente. Foi tão triste. Cuidei bem dela, até castrei. Não podia colocar dentro de casa para ela não passar FIV e FELV para meus gatos, pq ela tinha. Mas ela também morava na garagem, tinha caminha, ração, água, sachê... ficava tudo em cima de uma mesa. Como minha rua não tem saída, ela ficava segura e eu sempre achei que ela tinha um dono que não cuidava direito, pq quando ia chover, ela corria para outro lugar. Tinha algum lugar que ela se sentia mais segura. A morte dela acabou comigo.

Meu psiquiatra dobrou a dose de Bupropiona e disse que se não adiantar vai voltar com a Venlafaxina. Bem, vai fazer 1 mês que dobrou a dose e não fez diferença nenhuma. Eu quero melhorar, a 10 anos não tinha uma crise. Preguiça de fazer terapia. Na verdade não tenho forças nem para falar.

Queria arrancar esta dor do meu peito, esta tristeza. Meu Deus, me ajude!!! Preciso de ajuda. Não estou aguentando. Quero ficar bem novamente.

 

6 de novembro de 2020

Spin Out - Série sobre uma patinadora bipolar

 



Crítica do site Omelete sobre a série  clique aqui

        

Não vou contar o filme , mas vou falar sobre o que achei do comportamento dela com e sem remédio, com e sem euforia.

Gostei muito, mas sempre acho que quando abordam este tema dão uma leve exagerada na parte da euforia. Ou eu não sou assim e muitos são.

A apatia dela enquanto estava tomando o lítio, me identifiquei.

E quando ela resolve tirar o Lítio para conseguir fazer coisas. Nossa, já fiz muito isto. Retirava o lítio para propositalmente entrar em euforia. Nas primeiras vezes que fiz isto eu errei e voltei a tomar a medicação depois de algum estrago. Mas com o tempo eu aprendi a voltar a tomar a tempo. Pelo menos eu acho. Quando estamos em euforia não temos muito discernimento.

Aquela libido louca e a energia para fazer as coisas no início da euforia é como droga. Mas depois te destrói como as drogas também.

Sempre achei que ficava sem energia e apática com o Lítio, estou sem tomar, mas estou bem, sem variações de humor. Estou só com a Bupropiona.

A diferença entre ela e a mãe dela. Uma que toma a medicação direitinho e a outra que se nega a tomar.

Mas a amnésia depois que fz muita merda eu nunca tive. Sempre lembrei de tudo. Acho que lembrava com filtros, sob o meu olhar, não vendo nada demais nas loucuras e exageros.

Mas eu gostei muito da série. Recomendo. É um assunto que tem que ser mostrado, falado, discutido e compreendido.

7 de janeiro de 2019

Bupropiona para fibromialgia \ dor crônica




Parei de tomar o Lítio, mas a Bupropiona é mais difícil, consigo ficar 2 semanas sem, (tomo só 75mg 1 vez ao dia), aí começo a chorar por tudo, as dores pioram, a energia vai embora. Volto a tomar.
Se me fosse concedido um desejo, desejaria ter saúde física e emocional. Mas ainda ia preferir à física. Como é ruim sentir dor 24h por dia.
Queria coisas simples. Consegui ter ânimo e energia ao acordar para arrumar casa ou fazer uma caminhada. Sinto-me tão impotente, inútil, tenho vergonha de estar tão sedentária.
Ando muito triste por causa destas limitações. Sinto como se meu corpo estivesse febril, assim como ficamos com uma gripe forte. Não tenho ânimo nem de ir ao médico. A dor tira a vontade de tudo (menos de comer, estou GORDA).
Fiquei o mês de dezembro sem o Bup. Voltei hoje, vamos esperar ele fazer seu milagre: tirar a vontade de chorar até por coisas lindas, amenizar a dor generalizada e melhorar a minha energia.
Nem fui ver meus pais este fim de semana. Não conseguia sair da cama, e quando conseguia, era com tanto esforço por causa das dores que nem sei se sou boa companhia. Como estou inútil. Até ficar sentada pioram as dores. Tenho que parar com esta mania de parar de tomar as medicações.

19 de dezembro de 2017

Seroquel em idodos


É dei uma sumida. Primeiro porque estava em uma fase boa e comecei fazer aquelas faxinas de final de ano, sem pressa, jogando muitas coisas fora e organizando o que ficou. Estava em uma fase maravilhosa. Mas...
Meu pai foi internado e minha mãe começou quimioterapia por causa de um câncer de mama em estágio inicial. Foi um soco no estômago.
Neste período de internação tivemos um problema com o SEROQUEL. Os médicos para deixar meu pai quieto, dormindo e não ter trabalho com ele, começaram a dar SEROQUEL para ele. Meu pai não pode tomar nada parecido, tudo faz efeito contrário e o faz delirar, o tira da normalidade. Ele não pode nem com o mais fraco dos ansiolíticos. Ele vira um touro bravo e forte que vê conspirações em tudo. E ele não precisa, é super de boa, dorme bem, só a chatice de velho mimado pelas filhas, normal.
Estávamos sem entender o estado alterado do meu pai, aí no terceiro dia chega à enfermeira da noite e eu falei que era para dizer o nome e para que estavam dando cada remédio para ele. Quando ela falou SEROQUEL para ficar calmo... Proibi de dar, disse que se fosse preciso eu assinaria qualquer papel. Pararam de dar o maldito, meu pai depois de 72h foi voltando ao normal. Mas normal mesmo só depois de 10 dias. Temos que ficar muito atentas ao que dão para nossos idosos no hospital. Questionar tudo.
Meu pai recebeu alta, mas está dependente demais de ajuda para tudo, usando fraldas. Minha mãe triste, com medo do futuro, sem forças para cuidar do meu pai. Então estamos revezando em passar o dia, dormir com eles. Não tenho mais tempo para nada, quando tenho tempo quero descansar, assistir TV ou ler para tirar a doença de meus pensamentos. Nem estou conseguindo meditar.
Precisei aumentar a dose de Bupropiona e voltar a tomar Lítio, pq tomando o Bup sem Lítio, brigo fácil, fico ansiosa, nervosa demais.
Antes de o meu pai internar, aconteceu algo que me fez voltar ao Lítio. Depois de uma consulta a mastologista da minha mãe, uma pessoa veio me chamar para conversa e colocar o dedo em meu nariz (e eu sem Lítio). Vixi que meus 5 anos de meditação foram para o lixo, kkkkk. Dei uns gritos com a pessoa, dentro do hospital mesmo, só vi o segurança arregalando os olhos sem saber se ia se meter na briga familiar ou não. Acho que o segurança de 2 metros teve um pouco de receio de chegar perto de mim. Kkkkk. Depois que passei a meditar, nunca mais tinha brigado, ficou tudo guardado para este dia. kkkkk
Há muito tempo eu não ficava alterada, mas tudo junto, minha mãe recebendo o diagnóstico da malignidade do caroço no seio, a outra folgada lá procurando confusão na hora errada e na frente da minha mãe. Tipo, perto da mãe doente ela não vai reagir. Levou um susto. Acho que o térreo do Hospital todo, agora sabe que eu existo. Mandei-a para PQP e disse que não ia conversar com ela P... Nenhuma. Ela tentou insistir, aí eu gritei, porque talvez ela estivesse com problemas de audição, não ouviu da primeira vez né? Saí bufando igual um touro bravo.

Cheguei em casa, tomei um banho, meditei, fiz uma introspecção e não me arrependo, fiz certo, muito tempo paradinha, quietinha, zen, as pessoas acabam achando que podem pisar em você. Às vezes temos que dar a loka para nos proteger. Fiz o certo. Ela nunca mais vai colocar o dedo no meu nariz. Quem muito abaixa, mostra as calças né? Eu não mostro não.

8 de novembro de 2014

Depressão/fibromialgia voltando para a Bupropiona



Estou desde Fevereiro de atestado médico, sinto uma tristeza por ter perdido um ano da minha vida.
Eu não vi melhora, continuo ser energia para fazer qualquer coisa, engordando, fibromialgia me matando de dor e quando resolvi me obrigar a voltar fazer caminhada... fiquei com fascite plantar. Miséria pouca é bobagem.


Porque só ter depressão é pouco, a fibromialgia tem que acompanhar. Gente, que dor é esta? Parece mentira às vezes, outro dia até para pentear doía o couro cabeludo. Sinto-me com 200 anos. Tenho vontade de deitar e só assistir TV e ainda por cima com comando de voz, só para não mexer nem um músculo.
Aliás, só sei que tenho músculo porque doem, porque força mesmo necas. Antes eu caminhava 10 km todos os dias. Agora, acabei de conseguir fazer 10 minutos de simulador de caminhada e fiquei feliz. É a decadência mesmo.

Ontem meu Anjo trocou minha medicação, manteve o Lítio e trocou a Venlafaxina pela Bupropiona que no passado me dei muito bem com os dois. Ele tentou muito a Venlafaxina, mas não deu. O único problema da Bupropiona que costuma me fazer subir a escada da Euforia. Vamos ver no que dá. Do jeito que estou a Euforia nem chega perto, estou no fundo, bem lá embaixo.




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8 de abril de 2012

Sem remédios








Desde Janeiro vim abolindo remédios de minha vida. Após parar 2 vezes na emergência do hospital por ter tido reação a medicações passei a ter aversão a medicação.

Passado meu niver eu estava no firme propósito de fazer uma desintoxicação. Fiz.

Faz mais de um mês que parei com quase tudo. Só tomo o OMEPRAZOL e o ATENOLOL, remédios para gastrite e pressão. Eu contei da última vez, por causa da bipolaridade, do tratamento da gastrite e da alergia que estava me dando a algumas interações medicamentosas, eu estava tomando no mínimo uns 16 comprimidos por dia. 

BASTAAAA... estou nova para isto, e quando eu estiver na idade do meu pai? Se eu chegar lá assim. 

Parei com tudo, fiquei 15 dias sem nada. Depois acrescentava um. Voltei ao BUPROPIONA e descobri que ele que me dá taquicardia e por isto eu tinha que tomar remédio para taquicardia. Aboli o BUP.

Lítio não voltei a tomar. Amato, depois que li as reações adversas... desisti dele tbm, e só tomava por causa do efeito colateral de emagrecer.

Os remédios para a gastrite que me levaram a ser internada. Voltei para o antigo, que nunca me fez mal, é só uma vez ao dia e umas 32,5 vezes mais barato o tratamento. Sim 32,5, pq paguei R$650,00 para um tratamento que me fez mal, sendo que o que eu tomo, no dia de desconto nos genéricos chego a comprar por R$20,00.

De alergia parei de tomar. Meu inchaço nas pernas continua. Vou a um angiologista ou sei lá que profissional. 

Me sinto mais limpa. Ainda estou estável, mas dia 24, irei ao médico (meu anjo) e falarei para ele. Preciso de um tempo limpa de medicações, pelo menos do excesso. Vamos ver o que vai dar.

Estou em uma fase boa, tranquila, saindo com uma pessoa legal, equilibrada, que me deixa bem. Sem me apegar, porque não quero mais isto para minha vida. Ta tudo tranquilo, minha vida espiritual boa, pela primeira vez realmente procurando o que acredito, sem me preocupar com que os outros pensam de mim. 

Vamos ver no que vai dar.


11 de junho de 2011

Bupropiona minha companheira

 

Bupropiona, ou cloridrato de bupropiona, é um medicamento que foi utilizado primeiramente como antidepressivo e que, posteriormente, encontrou novos usos, como o tratamento do tabagismo.

Meu bupropiona vai acabar antes da próxima consulta. Não sei o que aconteceu. Acho que foi porque uma amiga que usa me pediu um pouco porque estava sem e eu emprestei. Nem preciso falar que a bipolar lá tem memória ruim e esqueceu de me "pagar", ou nem foi ao médico pedir uma receita pra ela.

Bem, tenho medo de cair sem a bupropiona. Pelo menos Lítio eu tenho até a próxima consulta que será em julho.

Quinta saí com meu melhor amigo. Acabei ficando com ele (é a terceira pessoa que fico em menos de um mês). Aí cheguei em casa e fiquei pensando. Amo o início da euforia, mas a ressaca moral que dá depois, as dívidas e todas as outras consequências eu não amo nem um pouco. Aí, sexta-feira cheguei em casa as 16:30h, um frio absurdo. Deitei e dormi até hoje as 7h. Fui a um encontro de estudos , cheguei em casa tipo 15h e dormi até 17h. Recebi mensagem pelo celular com convites para sair. Preferi ficar em casa. Ficarei em casa este final de semana, quero NÃO gastar e me aquietar. Sei que se a euforia bater a porta eu não conseguirei resistir. Mas como estou em uma fase equilibrada, bem medicada, acho que posso fazer a minha parte. Como estou reconhecendo isto, para mim é sinal de que estou bem ainda.

Uma característica de quando estou em euforia é  o fato de estar bem e me irritar rápido quando não consigo alguém para sair comigo. Preciso de baladas e estar em meio a pessoas felizes. E me irrita, entristece, angustia não conseguir sair. Esta ansiedade que a "falta" de sair me causa é ruim demais. Então, vou passar meu fim de semana e dia dos namorados sozinha. Decidi isto ontem. Eu, meu edredon e meus gatos... Bom demais isto.